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Tivemos um pequeno probleminha, mas amanhã já estaremos disponibilizando parciais das faixas para streaming!
Não perca tempo! Conheça o novo site e COMPRE AGORA nosso NOVO CD!!!!
Fala galera!
Grandes novidades essa semana!!! NOSSO DISCO CHEGOU DA FÁBRICAAAAA!!!!!!!
Estamos muito felizes! Em breve teremos a inauguração da LOJINHA do nosso site onde vocês poderão comprar nosso CD através do PagSeguro além de outros itens especiais que prepararemos!
Hoje também colocamos no ar mais um vídeo na UimTV! Com os bastidores do show da Livraria da Esquina em São Paulo e um ensaio fotográfico que foi feito pelo Claudio Pepper enquanto nos maquiavamos!
Além disso, saiu ontem um post no blog Pra Cada Dia com uma entrevista nossa que vocês podem ir lá ler ou ver aqui embaixo mesmo!
Mas aconselho visitar o blog que é muito legal!
É isso aí! Que beleza de Quarta-Feira!!!
Beijos para todos!
V.Z.
“O novo século trouxe novas exigências e a UIM nasceu num pequeno estúdio, no jardim de uma casa do Horto, Rio de Janeiro.“
Mostrei para muitas pessoas as músicas da banda Unidade Imaginária e os comentários variaram de “som gostoso de se ouvir” até “essa banda é espetacular!”. Se eu recebi uma critica negativa sobre o som de Mariana Volker, Valentina Zanini, Leo Vilhena? A resposta é não. Diga-se de passagem, “Madalena” encanta todos aqueles que a escutam.
Em 2006, Mariana, Valentina e Leo, se juntaram e com muito bom gosto musical estão juntos até hoje fazendo músicas boas, com seu estilo próprio de cantar, tocar e se vestir.
É com a banda Unidade Imaginária que acontece hoje a ‘Entrevista do Dia’;
[PRACADADIA]Vocês possuem um aspecto visual forte, muito de vocês. De onde vem a inspiração para a maquiagem forte, pra esse estilo de pintura?
[UNIDADE IMAGINÁRIA]As pinturas são mais uma maneira de expressar nossos sentimentos no palco. Não temos nada combinado, antes do show nos reunimos e nos pintamos na hora, de acordo com o que estamos pensando, sentindo, vestindo... Como quase nunca temos oportunidade de utilizar cenário ou iluminação própria nos shows, a pintura no rosto acaba sendo mais uma coisa para enriquecer o espetáculo.
[PRACADADIA]Vocês esse ano foram indicados a ‘Aposta MTV’ no VMB. Como foi para vocês estarem concorrendo em uma premiação onde tantos artistas renomados como Skank, Pitty, Capital Inicial também concorriam?
[UNIDADE IMAGINÁRIA]Foi fantástico. Assim que soubemos da indicação entramos em êxtase! Com o passar do tempo, fomos visitando a MTV, gravando matérias e todos lá nos fizeram nos sentir muito em casa. Quando chegou o dia do prêmio foi muito emocionante entrar no Credit Card Hall e ver todo aquele cenário lindo montado! A festa depois então... Tivemos a oportunidade de conhecer muitos artistas e outras pessoas da indústria, foi uma experiência bastante enriquecedora.
[PRACADADIA]A maioria das bandas, senão todas, tem uma inspiração. Quem inspira a Unidade Imaginária?
[UNIDADE IMAGINÁRIA]Ah, essa pergunta é sempre difícil. Eu acho que isso muda o tempo todo! Temos nossos ídolos, claro, mas a inspiração pra Unidade Imaginária é um apanhado imenso não só de referências musicais, mas de todos os tipos de arte, além das melhores histórias que existem no mundo, as reais, das pessoas que nós conhecemos ou encontramos por aí.
[PRACADADIA]Existem hoje no Brasil, vários movimentos “extra-rock”. Como vocês enxergam o fanatismo por bandas que podem até não ser tão boas, mas que possuem um público extremamente frenético? São por muitos, chamados de ‘modinha passageira’. Como vocês encaram esses movimentos?
[UNIDADE IMAGINÁRIA]Bom, eu acho a coisa mais natural da face da Terra. Não acredito que houve algum momento na história da música moderna quando isso não estave acontecendo de alguma maneira. Nós já fomos chamados de banda de modinha de mulherzinha, se você quer saber, e eu nem ligo... Acho que cada um tem que fazer o que tiver vontade, acho que as pessoas são livres para escutar o que elas quiserem e certas coisas ficam, outras passam, o que não tira o mérito de ninguém. A arte serve para se expressar, o que quer que seja. Não sou eu quem vai ficar julgando quem é bom ou ruim, modinha ou cult...
[PRACADADIA]Em todo o repertório do show, qual é a música que o público mais canta e qual é a que mais emociona vocês?
[UNIDADE IMAGINÁRIA]Depende... Às vezes é Avenida, às vezes Madalena, às vezes Montes Claros... E o que mais emociona a gente é ver a resposta positiva do público ao nosso trabalho. É o momento de verdadeira realização de um artista, né?
[PRACADADIA]Sem dúvidas o “Tem Uma Banda na Nossa Casa” da MTV foi um avanço grande na carreira de vocês. O que mudou depois do programa?
[UNIDADE IMAGINÁRIA]Depois do programa nós fizemos nosso clipe, e tivemos a oportunidade de lançá-lo na MTV, daí veio a indicação pra o VMB. A gente ganhou uma certa moral que não tínhamos antes, mas na prática as coisas continuam iguais. Continuamos fazendo shows nos mesmos lugares, ainda não temos um retorno positivo do nosso investimento financeiro, ainda não podemos ter uma equipe pra nos ajudar. Só que agora mais gente pelo Brasil conhece a gente e nosso currículo ficou mais interessante.
[PRACADADIA]Como é a relação de vocês com os fãs?
[UNIDADE IMAGINÁRIA]Nós tentamos nos manter o mais presente possível dentro dos nossos canais da internet. Nos esforçamos para responder todos que vêm falar conosco e tratamos todo mundo com o mesmo carinho que nos tratam. Achamos muito importante essa ponte direta fã-artista, pois é assim que conseguimos nosso público fiel, as pessoas que compram nosso sonho e divulgam por aí a Unidade Imaginária como nós mesmos faríamos. Eles são essenciais para nosso trabalho e sabem disso. E nós somos eternamente gratos a todos eles!
[PRACADADIA]Todos nós do blog PraCadaDia agradecemos muito a vocês por essa entrevista e queremos ainda ouvir falar muito de vocês!
[UNIDADE IMAGINÁRIA]Muito obrigada! Fico feliz que tenham nos dado este espaço para falar um pouco do nosso trabalho. E eu espero que seus desejos se realizem! Ahaha
Leo Vilhena no volante... estava eu vendo blogs pela internerd e me deparo com o vídeo do Rage Against The Machine, e a invasão da área VIP, algo similar ao que rolou no SWU aqui no Brasil:
E parei para pensar e existir. Será realmente que estamos lutando contra a Máquina?
Aí você me responde que não está lutando... mas também quer paz no mundo, não quer guerras nem fome, quer igualdade social, quer poder adquirir tudo que sempre sonhou. Não quer um mundo com doenças, quer que a morte seja algo natural, ou que não haja morte. Não quer dor, não quer Não...
Agora imaginem:
"Imagine que não há paraíso
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje
Imagine não existir países
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Imagine não existir posses
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo" - John Lennon em Imagine
Me pergunto se você consegue.
Então, pensando nesse vídeo do RATM, a invasão da área VIP seria uma ação a favor dessas coisas que comentei, VIP = VERY IMPORTANT PERSON (Pessoa muito importante). Todos querem ser pessoas importantes, se não for, temos a desigualdade, com excessão de Deus/divindade, essa é a pessoa mais importante que nínguem pode querer ser. Mas desigualdade também é limitada ao que você foi condicionado, nem todo mundo está insatisfeito com a sua condição atual, mas isso é assunto para outro dia (apesar de estar diretamente ligado)...
Liberdade. Escolher o que quer, onde ir, o que fazer, e até o Que. O rock veio para trazer isso tudo, lutar contra a máquina, porém ao meu ver, a máquina tem várias faces e níveis, e é mais inteligente do que isso.
Então volto a pergunta: Será que realmente estamos lutando contra a Máquina? Ou estamos apenas fazendo a caminhada na direção que ela trilha?
Indo contra a área VIP estaríamos indo a favor dessa igualdade? E se estamos indo a favor da igualdade através da liberdade, logo todos seremos iguais. Podemos todos ter o mesmo pai e mãe biológico ou não ter nenhum dos dois e todos sermos uma família só, vestir a mesma roupa, ter o mesmo tipo de corpo e ser igualmente atrante, ter liberdade para assistir ao show que quiser e onde quiser, poder se relacionar com qualquer um, viajar sempre que quiser e também escolher sua profissão, acordar e dormir quando der na telha.
A única coisa que devemos nos preocupar é com a Escolha. A escolha nos faz sermos seres humanos e não máquinas, escolher ir a área VIP e poder ir faz disso a liberdade/igualdade. A não ser é claro se formos programados como máquinas para isso não acontecer, você tem medo do fogo, ou medo de qualquer outra, já imaginou medo da área VIP? Medo de não estar no google, de não ser notado, de ser só mais um... e se acabar com o medo? Novamente estaríamos entrando na igualdade, aí voltamos as mesmas perguntas, só que dessa vez as respostas serão diferentes. Alguém tem que controlar isso tudo, as informações que você tem acesso, o que você tem medo ou não, as suas escolhas de liberdade, a sua escolha. O que nos resta no final mas não nos é dada, é só a escolha consciente e verdadeira... a partir daí podemos escolher a liberdade!
Fico por aqui, não pensem demais senão gasta neurônio! Bjs e abs
"O político é doente, psicologicamente doente, espiritualmente doente. Ele acredita que o poder é seu tesouro e não permitirá que esse poder lhe escape. Estou chamando isso de doença. Para ele, é sua viagem de ego.
Ele está vivendo para isso; não existe outro propósito para ele. Quando está no poder, sua doença psicológica é demasiada. E qual é a doença?
A doença é o complexo de inferioridade.
Qualquer um que esteja interessado em poder está sofrendo de um complexo de inferioridade - bem no fundo, ele se sente sem valor, inferior aos outros. A política encobre esse sentimento de inferioridade. É o mesmo homem doentio, o mesmo homem que estava se sentindo inferior que está sentado como presidente, mas simplesmente estar sentado numa cadeira, no papel de presidente, que diferença pode fazer à sua situação interior?(...)
Essa é a situação dos políticos - apenas pus, chagas, inferioridade, sensação de não ter valor.
Sim, ele subiu mais e mais, e a cada degrau da escada estava a esperança de que no próximo degrau a ferida seria curada.
Inferioridade cria ambição, porque ambição significa simplesmente um esforço para provar que você é superior.
Não há nenhum outro significado para a ambição, a não ser um esforço seu para se tornar superior, mas por que fazer um esforço para provar-se superior, se você não estiver sofrendo de inferioridade?"
(Osho, em Sacerdotes e Políticos - A Máfia da Alma)
E para comemorar, já está no ar o segundo vídeo da série São Paulo! Dessa vez você vai com a gente fazer um passeio pelos estúdios e corredores da MTV Brasil! ;)
Se você sempre quis saber como a Unidade Imaginária se prepara pra um show, essa é a sua oportunidade!
Fizemos um video com os momentos que antecedem a hora de efetivamente subirmos ao palco, mas que já fazem parte do show, pois é nessa hora em que vamos nos preparando e canalizando as energias pra poder fazer sempre o melhor show possível pra vocês!
Com esse vídeo marcamos a volta da UimTv, com uma pequena série sobre nossas peripécias por São Paulo! Semana que vem vocês poderão assistir à nossa 1a visita à MTV!
Fala galera, aqui é o Leo Vilhena postando, acabei de acordar e ao ir verificar e-mail, me deparei com essa postagem no blog do yahoo, e achei interessante.
Por Dudu Tsuda . 06.10.10 - 20h12
Basta de violência
Estou eu indo pacatamente jogar cartas na casa de alguns amigos nas proximidades da PUC-SP. Passo no supermercado para comprar algumas cervejas, sigo com o carro lentamente, como numa tarde de domingo. Chego no local. Estaciono o carro numa ótima vaga, em frente ao prédio. Penso, “Perto da PUC? Deve ser meu dia de sorte!”
Saio do carro para pegar minha mochila no banco de trás, quando sou abordado por três moleques. No início fico achando que são flanelinhas. Mas a coisa vai esquentando, um deles puxa um 32 cano médio e começa a me ameaçar.
Não entro em pânico. Algo dentro de mim me deixa em paz. “Afinal, este revolver é de brincadeira?”
“Você quer o quê?”
“A chave do carro tio, passa a chave do carro que tá tudo certo! Passa logo, tio!!!”
Olho de novo para os algozes, e vejo três meninos e uma arma. Aquilo não faz sentido. Me lembro do Dadinho interpretado por Douglas Silva, no filme “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles 2002.
Bom, fazer o quê? Entrego as chaves, me distancio aos poucos. Espero eles entrarem no veículo. Quando percebo que tenho meu tempo, saio correndo gritando a clássica frase do infortunado paulistano: Polícia!!! Polícia!!! Alguém chama a polícia!!!
Também tenho meus truques. O carro estava travado com minha despercebida multilock (trava de segurança que mantém o carro engatado em marcha ré). Me pediram somente a chave (parafraseando o Vampiro Brasileiro de Chico Anísio, “minha vingança sará maligna!!!”).
Os infelizes não só ficam atrapalhados com esse pequeno detalhe, como também batem no carro de trás que, por sua vez, dispara um alarme. Cena de filme.
Saem correndo. Pessoas gritando das janelas. Tudo muito rápido. Quando vejo, um deles está dominado pelos guardas, e uma legião de moradores xingando e gritando por justiça, tal qual um bandido é encurralado pela multidão numa cidade medieval.
Não sinto nada. Olho o opressor como se fosse mais um animal capturado, tão vítima quanto eu.
Pensar o quê? Minha cabeça já é povoada por considerações sociais pela desigualdade socioeconômica, pela falta de educação, falta de perspectiva da juventude carente e todos aqueles pensamentos “polianos” que uma vítima humanista da violência urbana brasileira pode ter. Pô, mas o cara quase me matou!
Ouço pessoas comentando que esse tipo de gente tem que morrer, que isso e que aquilo. Enfim, uma profusão de sentimentos disparados por uma única arma, a violência urbana.
Pela reação dos moradores, muito solícitos e muito indignados com a situação de um desconhecido, percebo o óbvio: que a coletividade paulistana não aguenta mais essa opressão invisível da violência, reforçada pela sensação de orfandade institucional, como se ninguém estivesse aqui por nós.
Crônica de uma morte (quase) anunciada
Chego na delegacia às 22h, escoltado pelo carro da Polícia Militar. Mais uma bela sabatina. Ninguém tem a mínima consideração pela privacidade da vítima. Somos expostos diversas vezes ao olhar do “menor abandonado”, que irradia ódio em seus olhos.
Inutilmente, tento um disfarce com óculos escuros e chapéu de sol. Quem diria que mais tarde todos meus contatos (telefone, celular, endereço residencial, filiação, etc.) estariam dispostos nas cópias do B.O. distribuídas a todas as partes envolvidas. Como é que ninguém nunca achou isto bizarro antes?
Um dos soldados me interroga sobre o acontecido. No meio tempo, pergunto-lhe sobre a arma. Era de verdade. Não só um autêntico Taurus brazuca, mas um revólver que teve seu gatilho apertado: como as balas eram velhas, não dispararam.
“Santo anjo da guarda!” Começo a achar que tenho sorte. Brasileiro tem mania de ver coisa boa até nessas situações. É o planeta Coco! Me incluo neste grupo estatístico.
Não contentes com tanto constrangimento, não é que chamam a família do dito cujo para ficar cara a cara comigo, na aconchegante salinha de TV? Enquanto esperamos pela manufaturação do B.O., ficamos trocando alguns olhares “amistosos”, com balões de pensamento: “Ahá… Então é você!”
Veredito: menor será encaminhado para Fundação Casa, que substituiu a antiga Febem, e passará a noite em cárcere na delegacia. Por Fundação Casa, leia-se o último lugar do mundo para onde se manda um ser humano que se espera um dia reintegrado na sociedade. Por passar a noite em cárcere na delegacia… bem, pulamos esta parte.
Se o garoto não enlouquecer lá dentro, vai sair de lá mais calejado, com um currículo carimbado numa renomada instituição educacional do “crime”, sem futuro, sem perspectivas profissionais, sem parâmetros morais ou éticos, sem amor no coração, praticamente um criminoso formado.
Dias depois....
O que sentir depois de um episódio destes? Raiva e ódio do sistema, pena do garoto, raiva do garoto, culpa por ter presenciado a “prisão” em flagrante de um menor, feliz por ter “sobrevivido”, vítimas de uma situação socioeconômica?
Além de subtraídos da nossa privacidade, do nosso espaço, da nossa intimidade, somos ainda impingidos de sentimentos bipolares e conflituosos, com mil e uma considerações filosóficas e sociais, e uma turbulenta maré de emoções.
Viver e morrer parecem antagonias binárias tal qual o zero e o um do cálculo digital. Já diz o ditado popular, “para morrer, basta estar vivo”.
Fica o vazio. O mesmo vazio dos olhos do garoto no momento em que foi pego pela polícia.
Ausência de Interfaces
Somos levados aos pensamentos mais violentos por sentir na pele diariamente que as instituições públicas não nos fornecem condições para exercermos nossos direitos.
Somos livres para sofrer nas filas dos hospitais públicos, para nos conformarmos com o falho sistema educacional, com os inúmeros buracos nas vias públicas e nas calçadas, a viver o caos diluviano na época das chuvas, com a falta de interesse político em acreditar em soluções realmente benéficas à coletividade. Mas as multas de trânsito chegam com a rapidez e a eficiência de um relâmpago e os impostos são cobrados e fiscalizados com veemência. Aí você pensa: Tá errada essa p… Quero reclamar!
A burocracia aparece, te joga um balde de água gelada com cheiro de peixe, chuta teu traseiro e ainda te solicita reais e mais reais em documentações e certidões.
O sujeito vai se cansando. Vai se enchendo de política por simples descrédito. Eleições passam batido. A indiferença toma todo o espaço público como um câncer que se alastra por um corpo enfermo. Atinge ainda mais as instituições. Num ciclo vicioso nefasto e quase invencível.
Os sintomas mais esdrúxulos aparecem depois das eleições: Tiririca é o deputado mais votado, e Maluf é, pela terceira vez, eleito deputado federal.
Depois das pataquadas políticas do falecido Clodovil e de toda a sorte de escândalos e falcatruas de seus colegas de Câmara, teremos pelo menos quatro anos com as pérolas que elegemos nesse domingo.
Não associamos de imediato, mas o micro se instaura a partir do macro. Ficamos tão focados nas dificuldades do dia a dia, na falta do “capim”, nos revezes muitas vezes causados pela incompetência das próprias instituições, que não percebemos como este troço chato, desesperançoso e podre chamado política, é essencial nas nossas vidas.
É por essas e por outras que, mesmo assim, a gente tem que continuar insistindo.
Insistir para que outros menores não cheguem a considerar a hipótese do uso da violência para adquirir qualquer coisa que seja em sua vida.
Insistir para que não haja mais armas de fogo circulando pelo mercado negro tal qual um celular roubado.
Insistir para que a gente não se depare com situações dessas, e na hora apenas nos caber pensar “Só no Brasil mesmo…”
Uma entrevista feita por Marcia Bindo em Novembro de 2003, com minha irmã espiritual, Krsna Mayi, conhecida por aí também como Chrissie Hynde, a vocalista dos Pretenders! ahaha
Segue um vídeo e uma música bem bacana ;)
beijos e Haribol!
V.Z.
"A norte-americana Chrissie Hynde tornou-se mundialmente conhecida como autora, vocalista, guitarrista e líder da banda de rock britânica Pretenders, uma das principais dos anos 80 e mesmo de toda a história do rock - nesse universo tem lugar pra todo mundo, até para os que merecem. Mas agora ela também é famosa por lutar em defesa dos direitos dos animais e do vegetarianismo.
Com 25 anos de estrada e dez álbuns, Chrissie acredita que o rock'n'roll pode fazer muito mais do que apenas alimentar a bilionária indústria do entretenimento. Ela é militante, filiada ao Peta (Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais), respeitada organização internacional, e não perde uma oportunidade de colocar a roqueira a serviço da outra. "Sempre dou um jeito de espalhar meus ideais nos países onde faço shows", diz ela.
Foi assim no Brasil. Chrissie esteve em São Paulo e Brasília no final de setembro, reuniu-se com membros da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), representantes do movimento Hare Krishna e até os mais comuns simpatizantes da causa. Irreverente, espontânea e, sob todos os aspectos, aparentando ter bem menos que 52 anos, Chrissie cantou mantras, mostrou faixas em favor do vegetarianismo e falou duro contra o sofrimento dos animais. "Minha missão aqui na Terra é, antes de tudo, promover o vegetarianismo como saída para a salvação da economia e da saúde." Entre uma e outra dessas conferências instantâneas, claro, fez mais uns shows para entrar na história. E conversou com a gente.
Quando você virou vegetariana?
Optei pelo vegetarianismo em 1969, quando tinha 17 anos. E quer saber de uma coisa? Foi a decisão mais sábia que já tomei em toda minha vida. Devo a essa decisão todas as coisas boas que aconteceram comigo. Sou uma pessoa mais consciente e saudável, ganhei muito mais energia. Além do mais, posso dizer que sou uma cinqüentona com o corpinho em cima.
Que outros motivos você citaria?
Quando nos tornamos vegetarianos, estamos mudando a forma como nos relacionamos com os outros seres. Algumas pessoas são contra a matança de animais, outras acreditam que o alimento é grosseiro, existem ainda motivos filosóficos e religiosos. Eu acredito que o espírito de Deus está em cada coisa viva - nas árvores, nos animais, na natureza. Estou sempre do lado dos bichos. Sabe por quê? O homem será sempre um cretino quando tiver dinheiro envolvido. E uma coisa é certa: se todo mundo fosse vegetariano, resolveríamos os problemas do mundo, pois mudaríamos a economia para melhor.
Como assim?
Pagamos um preço alto sofrendo de doenças ligadas ao consumo de produtos animais, como alergias, problemas cardiovasculares e obesidade. Rios de dinheiro e energia são gastos com isso, e poderiam ser direcionados para questões sociais. Além do mais, a natureza é destruída para que surjam pastos para o gado. Quando consumimos na escala da cadeia alimentar mais baixa - os vegetais - reduzimos muito o consumo de recursos naturais e, conseqüentemente, favorecemos uma economia mais digna.
Você leva isso bem a sério, não?
Sim, fiquei sócia da organização Peta há 15 anos. Começou quando um dos integrantes se infiltrou numa coletiva dos Pretenders e se passou por repórter. Quando nós estávamos a sós, ele me disse quem era e quais eram os ideais da organização. Fiquei tão comovida com a proposta, que aceitei participar. Eu disse: "Me use do jeito que você quiser. E mesmo após minha morte usem minha imagem para defender os animais". Eu coloquei isso no meu testamento, pode crer!
Então, como eles usam você?
Hoje, me dedico quase inteiramente à organização. Não interessa se quem maltrata os bichos são os frigoríficos, o circo ou grandes corporações: meu negócio é defender os animais. Gosto do ativismo. Acho divertido ver empresas que não são éticas terem de se ajoelhar e se desculpar perante a população, pelos crimes hediondos cometidos contra outros seres vivos. Se não pudesse me dedicar aos meus ideais, teria abandonado a música há muito tempo. Digo isso porque nunca fiquei confortável com essa história de fama.
Qual foi a sua maior briga?
A GAP [confecção norte-americana] comprava couro no mercado negro da Índia e da China - o comércio de couro nesses países é proibido. Na Índia, por exemplo, eles compravam a preços muito baixos, pois se tratava de um produto ilegal. Eu infernizei tanto a vida deles, que pararam com isso. Quer saber mais detalhes? Na Índia, é proibido transportar gado [são animais sagrados na tradição hindu]. Então eles transportavam durante a noite, para que nenhuma autoridade os parasse. Pela manhã, faziam o gado caminhar o dia inteiro, para que morressem de fome e de cansaço. Eis a origem do couro da GAP.
Você abraça outras causas?
Diamantes. Eu tenho uma briga histórica com a De Beer Diamonds, empresa alemã que tem artistas famosos como garotos-propaganda. Nenhum deles tem idéia de que a empresa explora a população e usa métodos sangrentos para obter sua matéria-prima. E quem precisa de diamantes, afinal? Não passa de uma porcaria de uma pedra!
Por que você não canta essas coisas em suas músicas?
É, a relação aí é meio abstrata, pois não escrevo necessariamente sobre minha militância. Mas acabo chamando atenção da mídia e do público com o que falo e penso. Na verdade, o universo musical é limitado, são algumas notas e o que você pode fazer é reorganizar de forma diferente. Então, o que conta é o entusiasmo, a criatividade para tocar.
O que é realmente importante?
Não dá para mudar o mundo sem filosofia e ética. O que devemos admirar nas pessoas é a compaixão, a humildade e sua aptidão em se interessar por questões humanas. O que vemos por aí é que muitas bandas de rock não mudam o mundo, são apenas entretenimento. Na maioria das vezes a apologia está nas drogas, no consumo, na transa - esses tipos medíocres de mensagem.
O que você acha do pessoal que pega música de graça na internet?
Veja, a indústria fonográfica às vezes investe em perfeitos idiotas, promovendo músicos ruins. Também inflaciona o mercado de CDs, que são caros. Então, dou a maior força pro pessoal que baixa música, apesar de eu também ser contra tantos apetrechos tecnológicos.
Por quê?
Olha minha situação: tenho 52 anos e nem sei mexer no computador! Conheci pessoas que tiveram surtos psicóticos por levar uma vida tentando acompanhar o volume de informações que temos hoje. Até cheguei a navegar na internet para procurar um namorado, e mesmo assim não foi uma ferramenta útil: não consegui nada interessante.
E no Brasil, só alegrias?
Estou bem feliz por visitar o Brasil de novo. Mas queria deixar um recado: não consigo entender a tal da farra do boi. Tudo bem, muitas vezes a violência contra os animais tem a ver com aspectos culturais, mas estou levantando a bola aqui, para vocês, brasileiros, refletirem sobre isso, que algumas pessoas chamam de diversão. Para saber mais PETA www.peta.org Sociedade Vegetariana Brasileira www.svb.org.br
Boots Of Chinese Plastic - The Pretenders
1,2,3,4 Nam Myoho Renge Kyo Buddha please
can you help a little peasant that's begging on her knees
illusion fills my head like an empty can
spent a million lifetimes loving the same man
Whoa! Every drop that run through the vein
always makes it's way back to the heart again
and by the way you look fantastic in your boots of chinese plastic
Hare Krishna, Hare Rama too,
Govinda I am still in love with you
I see you in the birds and in the trees
that's why they call me Krsna Mayi
Whoa! Every drop that run through the vein
always makes it's way back to the heart again
and by the way you look fantastic in your boots of chinese plastic
Hofra told us we should tolerate
The people and the things that make me wanna hate
oh have a little mixed mercy on me,
This seasoned beauty in this human pageantry
Jesus Christ came down here as a living man
if he can live a life of virtue then I hope I can
unto others as you would have a turn
back here and repeat until you learn, learn, learn
Whoa! Every drop that run through the vein
always makes it's way back to the heart again
every dog that lived his life on a chain
knows what it's like WAITING FOR NOTHING!
and by the way you look fantastic in your boots of chinese plastic.
Fala Galera! Saiu um post sobre a gente no blog http://we-like-nerds.blogspot.com/
Segue ele aí embaixo, mas vale a pena ir no blog pra ver pq tá muito mais bonito do que aqui hehe
Um beijo especial e um enorme obrigado à Laura que fez essa entrevista e post com tanto carinho!
V.Z
“Muita gente boa está perdida por aí. Muita gente boa que ninguém nunca ouviu falar.”
Se vocês não se lembram, queridos nerds, esse é um trecho do primeiro post de nosso blog. Além de definir maravilhosamente bem o que é música, nosso amigo Lucas fala várias verdades, essa é apenas uma delas. Complementarei a ideia, dizendo que muitas vezes são essas pessoas que podem contribuir para a “salvação” da música brasileira, entretanto continuam ali, escondidas, trabalhando em sua música com os únicos objetivos (que deveriam ser unânimes) de fazerem o que gostam e tentarem deixar uma marca em alguém. Claro, sempre há exceções, tanto no mainstream quanto no cenário independente, mas como dito, são exceções. Nosso dever em meio a isso tudo, eu acho, é dar um jeito e mostrar essas pessoas o máximo que pudermos. Música e músicos em seus sentidos genuínos, aqueles que o Lucas bem definiu em seu texto, é disso que estou falando.
Há mais ou menos duas semanas, a Mariana aqui do blog me mandou uma mensagem dizendo que havia escutado “Madalena” e que tinha entendido o porquê de eu ter gostado tanto. É o que eu espero que aconteça com todos que ouvirem Unidade Imaginária hoje.
Conheci a banda há pouco tempo, passeando pelos concorrentes de Aposta MTV, no VMB. Por algum motivo anotei o nome de todos para ouvir mais tarde. Gostei de The Name, mas então ouvi Unidade Imaginária, e com o perdão da palavra, fudeu. Adicionei a banda no Orkut, recebi um scrap de agradecimento muito amor, resolvi fazer uma coluna sobre eles e aqui estou.
Pois bem, vamos aos negócios: a Unidade Imaginária é uma banda independente do Rio de Janeiro, formada por Mariana Volker (vocais, guitarra e piano), Valentina Zanini (baixo e backing vocals) e Leo Vilhena (guitarra e backing vocals). Fazendo uma mistura muito linda de rock, MPB e pop, a banda tem como influências “desde Pink Floyd a Björk, passando pelos Paralamas, Los Hermanos, Elis Regina, Edu Lobo, The Cure e Keane.”, como é mostrado no site deles. As letras, escritas por Mariana e Valentina, falam sobre diversas experiências, e em minha humilde opinião, são uma das melhores coisas no grupo.
Com quatro anos de existência, a banda já foi vencedora do II Unifest Rock em 2009, conquistou uma vaga no festival MADA (Música Alimento da Alma) em 2010 e ainda nesse ano ganhou a votação da MTV de “Novos nomes brasileiros”, na categoria POP, com mais de 57% dos votos. A Unidade se apresentou também na Virada Cultural de São Paulo e no Festival de Rock Feminino de Rio Claro, além é claro, de ter concorrido ao VMB. Também é nesse ano abençoado de 2010 que seu primeiro CD (Alquimia) será lançado, com Leo Morel responsável pela bateria. Não vejo a hora de ouvir, a propósito.
Abaixo, você pode ouvir o CD promocional + Dois é ímpar, que foi colocada na versão CD recentemente no site.
Mas se vocês pensam que o post acabou depois disso, estão errados. Acontece que eu fui cara de pau o suficiente pra mandar um depoimento pro Orkut da banda perguntando se eles poderiam responder duas perguntas. E olha, que lindos eles foram. Quem dera se todos os artistas dessem aos seus fãs a atenção que eles me deram. Eu disse, basta ler a parte sobre a “salvação” da música novamente. Bom, aqui vai essa minientrevista:
L: Quando se trata de música, o Brasil tem um cenário um tanto quanto “padronizado” hoje em dia. As pessoas botam rótulos sem dó nem piedade nas bandas, muitas vezes sem ouvir o que elas têm a dizer. Para a Unidade que tem um estilo completamente diferente do que está ganhando cinco VMBs atualmente, como é tentar conquistar espaço nesse meio? E aproveitando, qual é o diferencial da banda, o que as pessoas encontrarão ao ouvir Unidade Imaginária?
Valentina: Eu discordo um pouco com essa coisa da padronização. Acho que isso é o aparente para quem não tem interesse em ver além do que está na última moda. A música brasileira é riquíssima, mas se você só for ouvir, ler, conhecer e procurar o que passa na televisão, não só na música, mas em toda a sua vida o seu conhecimento se tornará muito limitado e o mundo vai parecer mesmo muito igual e muito pequeno.Há uma tendência a se rotular tudo sim, mas isso é uma coisa eterna, acho que faz parte da mente humana, na hora que se conhece algo novo precisar comparar com alguma coisa parecida que a pessoa já conhece anteriormente. Rimbaud foi criticado nos seus primeiros textos publicados por copiar Victor Hugo! Então não vejo muita solução para este tipo de coisa...
Quanto ao Restart - é deles que você está falando, né? – Eu entendo a indústria, sei que tem muito dinheiro sendo colocado para que eles apareçam em tudo e sejam vendidos e comprados ao máximo. Essa extra-exposição deles é o resquício do trabalho que se fazia anteriormente com vários artistas, mas agora, com menos dinheiro, se faz só com um. Todas as fichas em um jogo só. E bem ou mal, está vendendo, se eles aparecem tanto é porque alguém está comprando. Eu, pessoalmente não gosto, como não gosto de muitas outras coisas até consagradas, mas não desmereço o trabalho deles de maneira alguma.
Outro dia, arrumando meus livros encontrei um marcador de página do Fernando Pessoa com uma frase dele que diz assim “O importante da arte é exprimir; o que se exprime não interessa”. E eu acho que isso vem muito ao caso nessa situação. Se a gente começar a dizer o que pode e o que não pode ser feito, acabamos com a liberdade e acabamos com a arte também.
Sobre a Unidade Imaginária, nós fazemos um trabalho honesto, sincero e feito com muito carinho, do fundo dos nossos corações. Nossas letras todas são muito pessoais e fazemos o som baseado nas influências da vida musical de cada um de nós.
A luta pelo espaço é dura mesmo, você precisa ser muito persistente e acreditar em você mesmo quando tudo diz que nada vai dar certo. Mas acho que isso é comum a todos os ramos profissionais e até pessoais desta Terra.
Nosso novo disco “Alquimia” que vai sair daqui a pouquinho, vai do experimental ao rock pesado, passando pelo ska-rock e indo até canções introspectivas, para se escutar sozinho no escuro. O “diferencial” da banda acho que é o mesmo e único de qualquer artista, a honestidade. Quando você é honesto com a sua verdade e consegue expressar aquilo, você se torna diferente, pois nesse mundo ninguém é igual. Eu não sei o que as pessoas encontrarão ao ouvir nosso trabalho, mas eu sinceramente espero que elas encontrem a elas mesmas.
Viram, né? É facil gostar de Unidade Imaginária, apreciar a voz linda e tranquila da Mariana, ouvir uma música inteira prestando atenção só no que a Valentina faz no baixo - e encantando com o resultado, diga-se de passagem - e admirar os solos do Leo, querendo aprender logo a tocar guitarra pra tentar fazer algo parecido. Pra mim foi fácil. Espero que seja pra vocês também.
Lembram-se da genuinidade da qual eu falei? Talvez seja a característica mais marcante na Unidade Imaginária.
“Eu sempre gostei de comparar uma banda com um barco a remo. Alguém tem que segurar o leme e dar a direção, alguém tem que contar o tempo para que todos remem juntos e quanto mais gente remando, mais rápido e longe se vai. Cada um de vocês que está agora lendo essas palavras tem nas mãos um remo do barco da Unidade Imaginária. Se não fosse pelo esforço de todos JUNTOS nós não teríamos conquistado nada, nunca.” Valentina Zanini
Se você gostou da banda, pode pedir que ela vá tocar no Acesso MTV (@acesso_mtv), baixar o CD promocional e se for de São Paulo, ir no próximo show deles, que vai acontecer no dia 09/10 no Clube Outs.
Espero que vocês gostem da banda e saiam espalhando o som deles por aí. Eles merecem, de verdade.
Tchanam!!! A vencedora da promoção #FãNumero1 foi a querida Carolina Balza (@carolbalza) com seu vídeo "Carolina Balza é.. Madalena" ;) Parabéns!!!
A Carol não vai apenas levar para casa o NOVO CD da Unidade Imaginária, mas vai levá-lo dentro de um IPOD Shuffle novinho em folha! Todos os outros concorrentes também levarão para casa o CD novo ;)
Vamos ver o vídeo vencedor? ai vai:
Parabéns Carol! Seu vídeo ficou LINDO!!!! E parabéns também a todos os outros concorrentes que arrebentaram na produção e fizeram vídeos maravilhosos!!! \o/